Uma crise migratória em Ceuta, cidade espanhola, deslocou mais de 70 mil marroquinos e resultou na morte de mais de 80 pessoas. A resposta europeia foca no reforço da proteção fronteiriça, transformando o evento em um problema de engenharia de barreiras.
A crise, ocorrida no início do século XXI, deveria ter gerado maior visibilidade de organizações humanitárias e agências internacionais. Contudo, o texto aponta que, em 2026, as imagens das vítimas de Ceuta já começam a ser esquecidas, apesar da gravidade do ocorrido.
A União Europeia busca fortalecer seus mecanismos de proteção fronteiriça. A Itália, sob a gestão da primeira-ministra Giorgia Meloni, suspendeu o acordo de livre migração com a Espanha, tratando a tragédia como um desafio de controle de fronteiras.
A projeção indica que, se essa tendência persistir, os muros serão mais altos e os sistemas de vigilância estarão mais automatizados até 2036. O artigo discute como a migração é um fenômeno humano, mas sua instrumentalização se torna uma ferramenta geopolítica.


