Um ministro brasileiro sugeriu que o mais sensato seria “abrir os portões” em caso de possível agressão estadunidense em território nacional. A fala, proferida em evento da Confederação Nacional da Indústria, gerou reações de desaprovação sobre a orientação da Defesa Nacional.
A sugestão foi feita pelo ministro, que afirmou não haver capacidade de reação militar contra o imperialismo. Ele declarou que as corporações militares estariam integradas a um esquema comandado pelo Pentágono para o domínio mundial. O autor do texto argumentou que a cultura militar vigente não prevê lógica em se preparar para armar-se contra a potência que “protege” o país.
O texto analisou o papel do ministro, afirmando que ele não foi nomeado para reposicionar o país na ordem mundial, mas sim para apaziguar quartéis. O ministro, segundo a análise, atuou como porta-voz, enquanto o presidente da República respeitou a autonomia castrense, sem assumir o papel de comandante supremo das Forças Armadas.
A declaração também foi vista sob a ótica eleitoral. O autor comentou que a fala pode ter cativado um contingente da “família militar” em eleições apertadas, ao justificar investimentos em material de guerra, o que poderia neutralizar eleitores de direita.

