Golpes de falso aluguel têm crescido no Brasil, aproveitando a digitalização do mercado imobiliário. Criminosos utilizam anúncios clonados e contratos falsos para convencer vítimas a realizar pagamentos antecipados, geralmente via Pix, antes de descobrirem a fraude.
Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis (Creci) alertam para a sofisticação das fraudes. Segundo o CRECI-SP, os golpistas empregam falsas intermediações e documentos adulterados para legitimar negociações inexistentes. A diretora comercial da imobiliária URBS Aluga, Gyselle Campos Rodrigues, afirmou que os criminosos copiam fotos de imóveis reais e criam sites semelhantes aos de imobiliárias, explorando a confiança do ambiente digital.
Estratégias comuns incluem anunciar imóveis por valores muito abaixo do mercado, acompanhadas de um discurso de urgência. Sinais de risco incluem pedidos de Pix antes da assinatura do contrato e atendimento exclusivo por aplicativos de mensagens. Gyselle Campos Rodrigues comentou que “se houver pressão para realizar uma transferência imediata, sem tempo para conferir documentos e informações, o consumidor deve desconfiar”.
Para evitar prejuízos, especialistas recomendam confirmar o registro profissional do corretor e a autorização do proprietário. Além disso, é aconselhável procurar a administração do condomínio para verificar a disponibilidade do imóvel. Caso a fraude ocorra, a orientação é registrar boletim de ocorrência e comunicar a instituição financeira imediatamente.


