O ator Wagner Moura classificou a política identitária, que organiza reivindicações com base na identidade de grupos, como “fascismo de esquerda”. A declaração foi feita em entrevista a Pedro Bial, na Grécia, onde o artista discorreu sobre a polarização e a meritocracia.
Moura questionou os limites do debate político, relatando que recebe críticas da direita por manter convicções de “justiça social” após alcançar sucesso profissional. Ele afirmou que o discurso de alguns críticos é: “Ah, ele mora nos Estados Unidos e trabalha lá, ele não pode falar do Brasil”.
O ator concordou que uma esquerda identitária está adotando um discurso similar e classificou esse grupo como “fascismo de esquerda” por tentar mediar o que pode ou não ser afirmado. Ele rejeitou a premissa de que o sucesso financeiro invalida suas posições, perguntando: “Quanto você precisa ganhar para você deixar de acreditar em justiça social?”
Apesar das críticas à direita, Moura declarou que a polarização é “a maior ameaça” à democracia. Ele defendeu a legitimidade do debate sobre o tamanho do Estado, citando a pergunta da direita: “quem vai pagar isso que você quer?”, em contraste com as propostas de seguridade social e educação gratuita da esquerda.

