O governo brasileiro buscou reforçar laços com a Rússia, tratando de cooperação em setores como diesel e fertilizantes, enquanto as relações com os Estados Unidos enfrentam dificuldades. O episódio é interpretado como um movimento estratégico para posicionar o país no tabuleiro geopolítico eurasiano.
O chefe de Estado brasileiro recebeu o assessor especial de Vladimir Putin, Nikolai Patrushev, e posteriormente contatou o ditador russo para discutir cooperação naval, diesel e fertilizantes. Analistas apontam que este movimento reflete uma decisão deliberada do governo de transformar o Brasil em peça de um tabuleiro eurasiano, em um momento de desgaste nas relações com os Estados Unidos.
A estratégia é vista como um sintoma de uma mudança de rota, marcada por retórica antiamericana e acenos ao eixo Moscou-Pequim. O governo brasileiro, segundo a análise, corre o risco de romper com Washington por opção interna, impulsionada por cálculo eleitoral e saudosismo ideológico.
A aproximação com a Rússia ocorre em meio a questões internacionais, como as ambições imperiais de Putin na Ucrânia. O texto argumenta que a postura do país não é de neutralidade ativa, mas sim uma escolha clara de um lado no contexto da Guerra Fria 2.0.

