A Guarda Revolucionária do Irã declarou neste domingo (09/08) que não reabrirá o Estreito de Ormuz, um gargalo crucial para o comércio mundial, até que os Estados Unidos cumpram as exigências de Teerã. O país exige indenização financeira pelos danos da guerra e o fim definitivo dos conflitos regionais.
O bloqueio, estabelecido após ataques dos Estados Unidos e Israel no final de fevereiro, impede a passagem de embarcações por uma rota que movimentava 20% do transporte de energia global antes do conflito. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, órgão máximo de decisão do país, divulgou um comunicado detalhando as novas exigências.
Entre as condições, Teerã exige que Washington suspenda o bloqueio naval aos portos iranianos, retire forças da região, suspenda sanções e indenize integralmente o Irã pelos prejuízos de guerra. O comunicado também demanda o fim definitivo da guerra, incluindo agressões contra aliados iranianos no Líbano, Palestina, Iêmen e Iraque.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, comentou que as negociações com Omã sobre o trânsito estavam avançando, mas afirmou que a reabertura do estreito depende de outras condições e da indenização pela violação de um acordo anterior de junho. Ele negou negociações diretas com Washington, dizendo que os governos apenas trocavam mensagens por intermediários.

