O Estreito de Ormuz permanece fechado, segundo a Guarda Revolucionária do Irã, até que os Estados Unidos aceitem as condições estabelecidas por Teerã. As exigências incluem compensações financeiras pelos danos da guerra e o fim de ações militares contra o país. A passagem é vital para o comércio global de energia.
A passagem, estratégica para o comércio mundial de energia, concentrava cerca de 20% do transporte global antes do conflito. O bloqueio começou após ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Desde então, Teerã restringiu a navegação e ameaçou cobrar pedágios de embarcações.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que as negociações com Omã sobre a administração do estreito estão próximas de conclusão. Contudo, a retomada do tráfego depende de outras condições, como uma indenização por violação de acordo firmado em junho. Araghchi negou que o Irã negocie diretamente com os Estados Unidos, afirmando que as trocas ocorrem por intermediários.
As exigências de Teerã vão além da compensação financeira. O país cobra que os Estados Unidos encerrem definitivamente as ações militares e não ameacem o país. Outras condições incluem o fim de ataques a aliados no Líbano, Palestina, Iêmen e Iraque, além da retirada de forças americanas da região e suspensão de sanções econômicas.
A tensão marítima persiste. Enquanto isso, os houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, atacaram uma instalação petrolífera na costa saudita, ampliando a instabilidade em rotas alternativas de transporte de energia.

