Quatro em cada dez brasileiros não conviveram com a figura paterna durante a infância e adolescência, revelou pesquisa do Instituto Locomotiva. O levantamento, que ouviu 1.030 pessoas com 18 anos ou mais em junho, mostrou que 61% dos entrevistados tiveram presença paterna. Os dados indicam que a convivência varia conforme a renda familiar.
O estudo detalhou que a presença paterna é mais associada ao sustento financeiro. Entre os entrevistados que tiveram um pai presente, 64% ligaram a figura paterna ao pagamento de despesas, como alimentação e medicamentos. Contudo, a participação em tarefas de cuidado cotidiano foi menos frequente.
A envolvimento paterno na vida escolar e pessoal dos filhos também foi baixo. Apenas dois em cada dez entrevistados afirmaram que os pais participavam de reuniões escolares ou ajudavam nas tarefas. Além disso, 38% disseram que nunca conversaram com o pai sobre preocupações, e 37% relataram que os pais nunca abordaram temas como saúde mental ou relacionamentos.
Em relação às responsabilidades parentais, 88% dos entrevistados defenderam que demonstrar carinho e afeto deve ser dever de pai e mãe. Outros 87% consideram que ambos os genitores devem proporcionar lazer e diversão aos filhos. A pesquisa concluiu que, para 76% dos entrevistados, a confiança é mais importante na relação pai-filho do que a autoridade.

