A Coca-Cola elevou seu dividendo trimestral para 53 centavos por ação, totalizando 2,12 dólares anuais, marcando o 63º ano consecutivo de aumentos. O anúncio atraiu investidores de renda, que compraram ações após uma recente retração, apesar de sinais de fraqueza em certas categorias de produtos.
Os resultados do primeiro trimestre de 2026 mostraram receita de 12,47 bilhões de dólares, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior, e lucro por ação de 86 centavos, superando as expectativas. O fluxo de caixa livre da companhia mais que dobrou, atingindo 1,755 bilhão de dólares. O aumento do dividendo reforça a posição da empresa no S&P 500, que possui longevidade e geração de caixa global.
A narrativa de declínio de volume foi contestada pelos dados de registro. O volume global de unidades cresceu 3%, com destaque para China, EUA e Índia. Além disso, o volume de Coca-Cola Zero Sugar saltou 13% em todos os segmentos operacionais. O novo CEO, Henrique Braun, afirmou que a empresa teve um bom início de ano, apoiado por um crescimento orgânico de receita de 10%.
Investidores focados em renda observaram que o pagamento de 2,12 dólares anuais é confortavelmente coberto pelos lucros reportados e projetados. A empresa também planeja recompras de ações no valor de 477 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026. A companhia mantém um beta defensivo de 0,35, o que contribui para a classificação de qualidade do dividendo.


