Vinte e sete superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram nota conjunta na última quinta-feira (6 de agosto de 2026) defendendo a direção da corporação, liderada por Andrei Rodrigues. O documento manifesta apoio à cúpula da instituição em resposta a um conflito com o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, sobre interferência em investigações.
A corporação acionou a Advocacia Geral da União no final de julho para contestar determinações do ministro. Tais medidas exigiam que a PF remetesse ao STF todas as peças da Operação Sem Desconto e que fosse comunicada previamente sobre qualquer troca de delegados responsáveis pelos casos.
Os superintendentes afirmaram que a PF se consolidou ao longo de seus 82 anos como uma “instituição de Estado”. Eles sustentam que a atividade investigativa “não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei”. O documento defende que a preservação da independência técnica das investigações é essencial para o cumprimento da missão constitucional.
O conflito se soma a um episódio anterior, na Operação Compliance Zero, onde o ministro havia determinado que informações sigilosas não fossem compartilhadas internamente com a chefia da PF. A Operação Sem Desconto apura fraudes no INSS e investiga suspeitas envolvendo um filho do presidente Lula.


