Israel rejeitou o plano de 15 pontos para a Faixa de Gaza, proposto pelo Conselho da Paz, e descartou a criação de um Estado Palestino. Em declaração feita a ministros neste domingo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o Exército não fará nenhuma retirada até que o grupo terrorista Hamas seja desarmado de todas as suas armas.
Netanyahu declarou que o desarmamento deve ser real, abrangendo todas as armas do grupo terrorista. Ele reforçou que, enquanto estiver no cargo, não haverá Estado Palestino, nem em Gaza, nem na Judeia e Samaria. O líder israelense argumentou que o Hamas não está se desarmando, o que impede a retirada das forças militares.
O plano de 15 pontos, elaborado pelo Conselho da Paz, foi apresentado em julho e previa o desarmamento do Hamas e de outros grupos armados. Contudo, o grupo terrorista condicionava a entrega das armas à retirada total de Israel do território. Netanyahu, apoiado por grupos nacionalistas de direita, manteve a posição de que os interesses de Israel prevalecem.
O primeiro-ministro admitiu que Israel e os Estados Unidos mantêm conversações sobre a região, e que há propostas aceitáveis e não aceitáveis. Ele afirmou que a missão de Israel é proteger seus cidadãos, e que o Exército continuará atuando no campo para garantir essa segurança.


