A chegada de um filho exige que os pais reavaliem as finanças domésticas e definam prioridades de investimento de longo prazo. Especialistas alertam que a estabilidade financeira da família deve ser garantida antes de comprometer o orçamento com aplicações para a criança.
O primeiro passo no planejamento financeiro familiar é avaliar a situação econômica atual. Manter reserva de emergência e controlar dívidas com juros altos são prioridades, segundo especialistas. Gustavo Assis, CEO da Asset Bank Management, declarou que o dinheiro destinado ao filho não pode substituir a segurança financeira dos responsáveis, pois uma família fragilizada pode precisar resgatar o investimento antes do prazo.
Não há um valor único para o investimento mensal, pois a estratégia depende da renda e dos objetivos da família. Assis explica que o tempo é o maior aliado, permitindo que pequenos aportes mensais se transformem em valores relevantes. Por exemplo, um aporte de R$ 1.000 mensais, em rentabilidade constante, pode ultrapassar R$ 650 mil ao final de 18 anos.
Para a educação, alternativas como Tesouro Direto e fundos de investimento são usadas. O custo total de criação pode chegar a R$ 1 milhão em 18 anos, conforme estimativa de Assis. Consultores recomendam diversificar os recursos, combinando aplicações conservadoras com opções de crescimento patrimonial.


