O plano de governo de Romeu Zema prevê que o Brasil retire-se dos BRICS e busque ingresso na OCDE, o grupo de países ricos. A proposta visa preservar relações comerciais com os membros do bloco, recusando direcionamentos que contrariem valores constitucionais e democráticos do país.
Segundo o programa de Zema, a saída dos BRICS deve ocorrer de forma diplomática. Integrantes da campanha avaliam que o bloco, apesar de sua concepção econômica, não gerou cooperação significativa, exceto pela criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). O grupo, que reúne economias emergentes, já expandiu sua composição com países como Arábia Saudita, Egito e Irã.
Para o entorno de Zema, a adesão à OCDE seria preferível. A ideia é adotar o livre comércio e as mudanças institucionais que, segundo os auxiliares, promoveram prosperidade em democracias liberais. O documento aponta a necessidade de “retomar o processo de adesão do Brasil à OCDE, promovendo as reformas institucionais e econômicas necessárias para aderir ao bloco e tornando o país mais competitivo”.
As exigências para a entrada na OCDE incluem adequação de regras tributárias, redução de barreiras tarifárias e não tarifárias, e garantia de sustentabilidade das contas públicas. Além disso, o plano de Zema inclui a transformação do Mercosul em zona de livre comércio para facilitar acordos diretos com mais nações.


