A empresa Strategy, associada a Michael Saylor, está reduzindo a venda de Bitcoin para cobrir obrigações financeiras, mas dados recentes sugerem que o desmonte de reservas pode estar chegando ao fim. A companhia, que antes focava em acumular ativos, agora utiliza o Bitcoin como lastro para cumprir obrigações de dívida e ações preferenciais.
A estratégia da Strategy mudou de um modelo de ‘tesouraria de Bitcoin’ para um ‘Framework de Crédito Digital’. Essa redefinição explica o comportamento aparente de vender ativos, já que a manutenção da reserva em dólares tornou-se prioridade. Por exemplo, a empresa vendeu 1.638 Bitcoin para levantar US$ 104,7 milhões, visando reforçar essa reserva, o que coloca o cumprimento dos dividendos das ações preferenciais como foco principal.
As vendas recentes ocorreram abaixo do custo de aquisição. A média de venda na semana passada foi de US$ 63.957, contra um custo médio de US$ 75.419, resultando em uma perda implícita de cerca de 15,2% por Bitcoin vendido. Essa venda abaixo do custo indica necessidade, e não confiança no ativo.
No entanto, um dado positivo aponta para um possível fim do movimento. O valor de par da ação preferencial da Strategy (STRC) atingiu um mínimo próximo a US$ 70 em junho e subiu 35% até o fechamento na sexta-feira, chegando a US$ 95,18. A empresa indicou que retomará as compras de Bitcoin quando a ação atingir o valor de par de US$ 100.


