Os partidos PT e PL adotaram estratégias distintas para as eleições de 2026, montando palanques próprios e buscando acordos regionais em vez de grandes alianças nacionais. A mudança reflete a autonomia das legendas estaduais e a polarização do cenário político.
O PL consolidou candidaturas próprias em 14 estados e formou chapas completas em dez deles, um avanço em relação aos três estados registrados quatro anos antes. Essa postura demonstra a intenção de manter uma identidade ligada aos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo com possibilidades de composição com outras forças. Na esquerda, o PT terá candidatos próprios em 12 estados, mas manteve uma rede de apoio mais ampla, apoiando nomes do PSD, MDB, PP ou União Brasil em nove unidades da Federação.
Flávio Bolsonaro enfrenta um cenário mais restrito, pois PP e Republicanos não repetirão a composição nacional. O senador chegará ao primeiro turno sem partido formalmente coligado, forçando a negociação para o âmbito estadual. Em Minas Gerais, por exemplo, o PT lançou Patrus Ananias, enquanto o PL optou por Flávio Roscoe, gerando um confronto direto entre as duas alas.
A estratégia de apoio regional também expôs limites. Em Pernambuco, o PL não fechou acordo com um nome do PSD e lançou Mendonça Filho ao Senado. José Guimarães, ministro de Relações Institucionais do PT, explicou que a autonomia das legendas centrais liberou os diretórios locais, focados em eleger deputados e senadores.

