O JPMorgan avalia que o pessimismo do mercado sobre o varejo farmacêutico não se sustenta, apesar das preocupações com medicamentos GLP-1 e concorrência online. Segundo a equipe de analistas, os resultados do segundo trimestre de 2026 mostraram demanda resiliente e margens estáveis, indicando que os fundamentos das empresas permanecem sólidos.
Apesar das apreensões com os efeitos dos medicamentos GLP-1 sobre preços e margens, e o avanço da concorrência digital, o banco destacou que os balanços do segundo trimestre de 2026 não confirmaram um cenário de deterioração. A redução de preços dos GLP-1, por exemplo, gerou forte elasticidade de demanda, ampliando a base de consumidores e beneficiando a receita líquida, embora os ganhos de margem bruta sejam esperados gradualmente.
Em comparação entre as empresas, o JPMorgan mantém preferência pela RD Saúde (RADL3). O banco elevou o preço-alvo para R$ 31, de R$ 27, mantendo a recomendação de compra (overweight). A justificativa reside na execução superior, maior participação de mercado e plataforma omnicanal mais robusta da companhia. Já a Pague Menos (PGMN3) recebeu recomendação de venda (underweight), pois a relação risco-retorno ainda não é atrativa.
O analista apontou que a escala é crucial no setor, favorecendo empresas mais estruturadas. O banco considera a avaliação da RD Saúde atrativa, negociando a 16,6 vezes o lucro projetado para 2027, abaixo da faixa considerada equilibrada pelo JPMorgan.


