Em ato do MTST, o presidente Lula questionou se quem decide a taxa de juros ou cobra ajuste fiscal sabe como vive o povo. O líder político afirmou que o pobre é visto como número por esses setores, repetindo um roteiro de confronto entre classes.
O presidente Lula questionou durante o evento se indivíduos que definem a taxa de juros ou exigem ajuste fiscal possuem conhecimento sobre a vida da população. Ele declarou que tais setores não sabem, pois, para eles, o pobre é apenas um número. Anteriormente, Lula já havia dito que o Estado brasileiro estava “aprisionado” pela Faria Lima, alegando que o setor bancário preferiria o rendimento do dinheiro público em vez de financiar educação para filhos de pessoas de baixa renda.
A análise do texto aponta que o discurso segue um padrão de confronto entre ricos e pobres, mercado e povo. O autor da matéria critica essa postura, afirmando que ela é ditada pelo mesmo líder que, nos anos 1990, fundou uma organização continental com Fidel Castro.
O texto original sugere que o projeto político do líder não esconde hostilidade histórica ao capital. A crítica compara a situação a elites econômicas italianas que julgaram controlar Mussolini, afirmando que figuras totalitárias, sejam fascistas ou comunistas, não se domesticam.

