Pfizer e Merck divulgaram seus relatórios trimestrais, apresentando estratégias de mercado distintas. A Pfizer registrou receita de 14,45 bilhões de dólares, mantendo um alto rendimento de dividendos de 6,75%. Já a Merck alcançou 16,29 bilhões de dólares em receita, focando na expansão de seu portfólio após aquisições.
Os resultados da Pfizer indicaram o movimento pós-pandemia, com produtos lançados ou adquiridos crescendo 22% operacionalmente. O desempenho de medicamentos como Padcev e Eliquis impulsionou a receita, apesar da queda de 59% do Comirnaty. A empresa manteve o EPS ajustado em 0,75 dólares, superando a meta pela quinta vez consecutiva, embora o lucro líquido tenha caído 9,44%. A companhia confirmou não realizar recompras de ações em 2026.
A Merck, por sua vez, demonstrou foco em escala, com o Keytruda gerando 8,03 bilhões de dólares. A empresa absorveu custos de aquisições, como a da Cidara, e elevou seu dividendo trimestral para 0,85 dólares a partir do primeiro trimestre de 2026. O CEO da Merck, Robert Davis, afirmou que o objetivo é ter “um conjunto diversificado de motores de crescimento em um amplo conjunto de áreas terapêuticas”.
Para investidores focados em renda, a Pfizer se destaca com seu rendimento de 6,75%, sustentado por pagamentos de dividendos de 9,8 bilhões de dólares em 2025. Já para investidores de crescimento, a Merck apresenta maior atratividade devido ao aumento de 65,67% no valor das ações no último ano e ao reforço do pipeline.

