Um urbanista observou um tomateiro maduro em um canteiro de calçada e outros plantios não planejados em uma rua. Esses gestos de cuidado com a natureza contrastam com o método e o planejamento seguidos pela prefeitura.
O autor, que atua como urbanista, notou a presença de um tomateiro viçoso em um canteiro de calçada. Além dele, observou uma orquídea amarrada a um tronco e um pinheiro isolado, elementos que não parecem decorrentes de projetos institucionais ou da natureza.
O profissional comparou o plantio espontâneo com a atuação da prefeitura, que segue normas, mede distâncias e opera com método. Os plantadores anônimos, contudo, seguem uma tradição de gestos, como transplantar mudas ou prender flores, sem receber ordens ou assinar projetos.
Essa prática comunitária, que começou com senhoras resgatando mudinhas, evoluiu. Esses indivíduos ensinaram funcionários terceirizados da prefeitura a roçar sem destruir mudas e recuperaram canteiros. O ato de plantar, nesse contexto, é um gesto bem-vindo que se transmite entre gerações.


