Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado no Distrito Federal, organizará sua campanha com agendas adaptadas para conciliar as atividades eleitorais com o acompanhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde maio.
A equipe da ex-primeira-dama estabeleceu um modelo de campanha com compromissos mais curtos e concentrados, visando restringir a presença externa da candidata. Aliadas como Damares Alves, governadora do DF Celina Leão e deputada federal Bia Kicis auxiliarão em reuniões e compromissos quando Michelle não puder comparecer por estar com Bolsonaro.
A rotina eleitoral enfrenta restrições impostas pela prisão domiciliar, que limita o acesso a Bolsonaro a advogados, médicos e moradores da residência. Outras visitas dependem de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Damares Alves afirmou que estão organizando agendas para que a candidata não passe mais de três horas fora de casa.
A primeira vitrine desse planejamento está prevista para 16 de agosto, com um evento em Ceilândia, local de nascimento e crescimento da candidata. A equipe também estuda realizar transmissões ao vivo e gravações em pontos próximos à residência, buscando compensar a limitação de presença nas ruas.

