A eleição presidencial de 2026 registra um recorde de chapas formadas por membros do mesmo partido, com 92,3% das duplas lançadas sendo de uma mesma legenda. A consolidação de chapas puras, como a de Flávio Bolsonaro, reflete o esvaziamento de alianças nacionais no país.
A escolha de um deputado federal para vice de Flávio Bolsonaro consolidou uma chapa de mesmo partido, elevando a eleição de 2026 ao patamar recorde em candidaturas de mesma legenda desde 1989. Dos 13 pares lançados, 12 são compostos por candidatos a presidente e vice da mesma sigla. Este percentual supera o registrado em 2014, quando dez das onze duplas eram de um mesmo partido.
Especialistas apontam que a autonomia financeira dos partidos é um fator chave nesse cenário. O controle sobre emendas parlamentares e o acesso ao Fundo Eleitoral permitem que as siglas dependam menos do Executivo. Segundo um professor do Insper, “o jogo mudou, e isso fica muito claro nestas eleições”.
A composição pura do PL encerrou tentativas de aliança com outros partidos, que declararam neutralidade na corrida presidencial. Com a estrutura financeira fortalecida, os partidos podem adiar o apoio presidencial para negociar diretamente com o vencedor após o pleito.


