O governo e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estudam medidas para ampliar a política de conectividade nas rodovias brasileiras. A iniciativa busca resolver a baixa cobertura de telefonia móvel e internet em grande parte das estradas, um gargalo para a adoção de tecnologias como a inteligência artificial.
A pasta está estruturando uma Política Nacional de Conectividade nas Rodovias, com foco nas rodovias federais. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que a conectividade representa um gargalo para qualquer tecnologia rodoviária. A proposta deve complementar as obrigações de cobertura já incluídas nos leilões de radiofrequência, como o realizado em maio, que deve levar conectividade a cerca de 6,5 mil quilômetros de rodovias federais em 16 Estados.
Dados da Anatel indicam que 54,1% da malha rodoviária federal possui cobertura de telefonia móvel, enquanto nas rodovias estaduais, a cobertura atinge 57%. Edson Holanda, conselheiro da Anatel, declarou que a ampliação depende da atuação do poder público, defendendo a conversão de multas aplicadas às operadoras em obrigações de investimento para expansão da cobertura.
Em paralelo, o Ministério dos Transportes já exige infraestrutura 4G em contratos de concessão recentes. Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), comentou que o setor inicia uma nova fase tecnológica, prevendo que o próximo salto ocorrerá em dois ou três anos, impulsionado pela inteligência artificial.


