Candidatos ao governo do Rio de Janeiro criticaram as condições do funcionalismo público durante o primeiro debate televisivo, realizado no domingo (9). Os participantes abordaram a desvalorização de carreiras, como a de professores, e apontaram falhas na rede estadual de ensino.
Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), defendeu a recomposição salarial dos servidores estaduais, afirmando que “Servidor público não pode ficar de pires na mão”. Ele criticou o desempenho da rede de educação e propôs, em caso de eleição, a adoção do modelo de escolas cívico-militares.
A rede estadual de ensino médio do Rio foi classificada como a segunda pior do país pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Ministério da Educação. Os dados mostram que a aprendizagem na rede caiu pela terceira vez consecutiva, atingindo o menor nível em 16 anos.
William Siri, candidato do Psol, contestou a proposta cívico-militar, defendendo a conexão entre educação e mercado de trabalho. O psolista também criticou a gestão anterior, citando baixos reajustes aos funcionários das forças policiais.

