O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, dia 6 de agosto de 2026, que o mercado financeiro brasileiro demonstra incerteza sobre o futuro da economia. Durigan negou que o governo estude desvincular o salário mínimo ou adotar controle de capitais, dizendo que a avaliação dos investidores depende da definição do projeto para o próximo mandato presidencial.
Durigan declarou que não há “má vontade” do mercado em relação ao governo, mas que a reação ocorre em momentos de instabilidade. Segundo o ministro, os investidores reconhecem medidas fiscais adotadas pela Fazenda, como o cumprimento das metas e o bloqueio de R$ 17 bilhões. Contudo, eles avaliam a trajetória das contas públicas e veem incerteza no futuro do país.
Questionado sobre a desvinculação do salário mínimo, Durigan afirmou que o tema não está em discussão no governo. Ele explicou que as definições para um eventual novo mandato serão discutidas após o período eleitoral. O chefe da equipe econômica declarou que as mudanças fiscais aprovadas até o momento ocorreram de forma transparente e com aprovação do Congresso Nacional.
O ministro disse que a responsabilidade fiscal permanece como pilar da política econômica. Ele afirmou que a preocupação do mercado está ligada à capacidade do país de manter uma trajetória sustentável para a dívida pública e reduzir a taxa de juros. Durigan também apontou que o cenário internacional, com juros elevados e conflitos, ampliou as incertezas.


