Uma leitora, que é mãe, advogada e trabalha em uma multinacional, defende que o tempo de lazer não deve ter função de otimização. Ela argumenta que a leitura deve preservar o direito de ser inútil, como ocorre na boa literatura.
A profissional relata que, embora devesse ler sobre produtividade ou liderança, seu ato de resistência é consumir novelas, ensaios feministas, livros de moda ou clássicos. Ela não despreza os livros de crescimento pessoal, mas se recusa a que toda leitura a torne mais eficiente.
Para ela, levar uma novela ao escritório é uma forma de resistência. A leitora convida outros leitores a garantir que o ócio não trabalhe para ninguém. Ela defende que o lazer deve manter o direito de ser inútil, o que a torna profundamente livre.

