O Distrito Federal definiu seu cenário eleitoral com o lançamento de seis candidatos à disputa pelo governo. Entre os nomes de destaque estão a governadora Celina Leão (PP) e o ex-governador José Roberto Arruda (PSD). A corrida pelo Palácio do Buriti é influenciada pela crise financeira do Banco Regional de Brasília (BRB) e por questões jurídicas de alguns concorrentes.
A disputa pelo governo do DF apresenta diversos fatores de peso. A governadora Celina Leão inicia a disputa com vantagem nas pesquisas, apoiada por uma estrutura política construída durante o mandato do antecessor. Contudo, ela herdou o desgaste da gestão, especialmente em relação à crise do BRB. O banco enfrenta problemas financeiros após fraudes investigadas pela Operação Compliance Zero, que apontaram um prejuízo estimado em cerca de R$ 12 bilhões. Para mitigar o risco, Celina fechou um acordo no Supremo Tribunal Federal (STF) que prevê uma operação de crédito do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 6,6 bilhões, mas os resultados ainda não foram efetivados.
No campo conservador, o ex-governador José Roberto Arruda entra com capital eleitoral consolidado, mas enfrenta uma situação jurídica complexa. Ele estava inelegível desde 2014 por processo de improbidade administrativa. As mudanças na Lei da Ficha Limpa alteraram o teto de inelegibilidade, mas uma decisão do STF pode comprometer sua candidatura. Especialistas apontam que a ausência de Arruda reconfiguraria o cenário, beneficiando a governadora.
No campo progressista, há um racha entre Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB), que disputam uma faixa semelhante do eleitorado. Enquanto isso, nomes como Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo) se posicionam no centro, buscando alternativas à polarização. O cientista político Prof. Dr. Gustavo Javier Castro avalia que a crise do BRB é o principal ponto de vulnerabilidade da candidatura de Celina, dependendo de sua atuação transparente.

