Os roubos de alianças diminuíram 12,5% na cidade de São Paulo entre janeiro e maio deste ano, totalizando 2.192 ocorrências, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. Apesar da redução nos indicadores criminais, a população relata que a sensação de insegurança persiste na capital.
Apesar da queda percentual, a experiência das vítimas revela que o roubo de alianças envolve ameaça e violência. Um caso notório ocorreu em fevereiro de 2025, quando uma médica de 67 anos foi agredida por dois homens em uma motocicleta durante exercícios na Avenida Doutor Francisco de Paula Vicente, no bairro Continental, e precisou ser internada em UTI.
Para combater o crime, a Polícia Civil foca no combate aos receptadores, visando desarticular o mercado clandestino. O secretário da Segurança Pública do Estado, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que “o combate ao roubo de alianças passa pelo enfrentamento da receptação”.
Em maio, a Operação Ouro Reverso prendeu um negociador de joias roubadas, apreendendo cerca de R$ 2,7 milhões em ouro e joias, além de R$ 157 mil em dinheiro. O delegado Fernando David, responsável pelas investigações, disse que o foco foi “desarticular a cadeia que mantém esse tipo de crime”.
Apesar dos avanços, as autoridades alertam que a percepção de segurança não acompanha a queda dos números. O registro de boletins de ocorrência continua sendo fundamental para o planejamento operacional das forças de segurança.

