A disputa presidencial de outubro concentra-se em dois modelos de campanha: a coligação e a chapa partidária. Apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu formar uma aliança com outras legendas, enquanto os demais concorrentes optaram por chapas compostas exclusivamente por filiados de seus próprios partidos.
A estrutura de Lula, que inclui o vice-presidente Geraldo Alckmin, conta com o apoio formal de PT, PSB, PCdoB, PV, PSOL, Rede e PDT. Essa configuração fortalece a campanha petista, garantindo maior exposição durante o horário eleitoral em comparação aos adversários.
O isolamento de outras candidaturas reflete a estratégia de partidos de centro, como Republicanos, União Brasil e Podemos, que decidiram não integrar candidaturas presidenciais neste momento. Essa neutralidade inviabilizou a formação de coligações mais amplas para a direita e para candidaturas alternativas ao PT.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi um dos mais afetados por esse movimento. Após buscar articulações com partidos de centro, não obteve sucesso e confirmou uma chapa exclusivamente partidária com o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Outros concorrentes, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), também adotaram o modelo de chapa ‘puro-sangue’.


