O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (09) que não aceita o plano de 15 pontos apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar o conflito em Gaza. A divergência central reside na ordem das medidas, pois Israel exige o desarmamento do Hamas antes de qualquer retirada de suas tropas.
Netanyahu declarou durante uma reunião governamental que as forças israelenses não deixarão suas posições antes que o Hamas entregue todo o armamento. Essa posição aumenta a pressão sobre as negociações, que haviam avançado nas últimas semanas, quando Trump anunciou um roteiro de cessar-fogo.
O Hamas, por sua vez, declarou que mantém o compromisso com o acordo firmado no Cairo dez dias antes. O grupo cobrou dos mediadores e dos Estados Unidos que pressionem o governo israelense para o avanço do processo. O Hamas evita o termo “desarmamento”, alegando que o acerto prevê a entrega de armas sob administração palestina apoiada pelos EUA.
Em paralelo, as forças israelenses reduziram as operações em Gaza desde segunda-feira (03). Uma fonte informou que Israel concordou em limitar ações militares a situações de ameaça imediata. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, apoiou a postura de Netanyahu, defendendo que as tropas israelenses não saiam antes da destruição da capacidade militar do Hamas.


