A Brava Energia rescindiu o acordo de acionistas, com efeitos a partir de 6 de agosto, que regulava o direito de voto e a transferência de ações da companhia. A decisão ocorre enquanto a estatal colombiana Ecopetrol finaliza a oferta pública de aquisição (OPA) de ações da empresa.
O acordo, firmado em julho de 2025, reunia Somah Investimentos, Printemps, Quantum, fundos ligados à Jive e Yellowstone. O documento estabelecia regras para a governança da Brava, exigindo que os signatários exercessem seus votos em assembleias como um bloco único, após reuniões prévias para definir uma orientação uniforme.
As disposições também cobriam decisões societárias importantes, como aumentos de capital, desinvestimentos acima de R$ 100 milhões e aquisições com enterprise value superior a R$ 150 milhões. O contrato, que originalmente vigoraria até 31 de julho de 2028, poderia ser renovado por períodos sucessivos de dois anos.
A rescisão acontece no contexto da aquisição da Brava pela Ecopetrol. A estatal colombiana realizou o leilão da OPA em 5 de agosto, e a liquidação financeira do processo está prevista para 17 de agosto.

