Um homem de 86 anos dedica sua vida ao estudo da língua do extinto reino de Urartu, na fortaleza de Cavustepe, leste da Turquia. O autodidata, que não possui formação acadêmica, aprendeu o alfabeto cuneiforme e se tornou um defensor da cultura antiga, apesar das ressalvas dos especialistas.
O homem, que se descreve como descendente dos urartianos, começou a copiar inscrições encontradas em escavações realizadas na Turquia, no Irã e na Armênia. Ele afirmou ter dominado o alfabeto em três anos, mas levou 22 anos para assimilar 650 palavras de vocabulário. O reino de Urartu foi um dos estados mais poderosos do antigo Oriente Próximo, entre os séculos IX e VII a.C., segundo um professor de história antiga da Universidade de Istambul.
Apesar do entusiasmo do estudioso, especialistas apontam que a pronúncia da língua não é conhecida, pois as inscrições disponíveis são apenas escritas. Um diretor do Departamento de Arqueologia do Oriente Próximo da Universidade Atatürk declarou que “ninguém pode afirmar que fala urartiano”.
O homem, que trabalha na fortaleza de Cavustepe desde a década de 1960, continua a apresentar a história de Urartu a visitantes. Ele realizou palestras em diversos países, como Estados Unidos e Alemanha, promovendo a cultura do reino esquecido.


