O Irã condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz a exigências americanas, como suspensão de sanções e retirada de tropas, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinaliza que usará a pressão econômica contra o país.
Autoridades iranianas apresentaram amplas exigências a seus homólogos americanos para a reabertura do Estreito de Ormuz. Entre os pedidos, estão a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas, a retirada de tropas da região, o pagamento de reparações de guerra e a liberação de ativos iranianos congelados. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que não haveria possibilidade de retomar negociações enquanto os EUA violarem o memorando de entendimento de junho.
Em contraste, Donald Trump declarou que está preparado para aguardar o agravamento da crise econômica no Irã, em vez de iniciar uma nova ofensiva militar. O presidente disse a veículos de comunicação que estão apenas negociando parcialmente e observando a situação do Irã, citando sua alta inflação e falta de recursos financeiros.
A pressão marítima continua ativa. O Comando Central dos EUA informou que desviou 55 embarcações comerciais até domingo, em comparação com 35 no dia 2 de agosto, sob o bloqueio naval. O Estreito de Ormuz é vital, pois responde por cerca de um quarto do comércio mundial de petróleo por via marítima.


