Especialistas apontam que agentes de inteligência artificial podem modelar o processo iterativo de pesquisa científica, oferecendo um caminho diferente do que o modelo AlphaFold utilizou para prever estruturas de proteínas.
Em 2024, cientistas do Google DeepMind receberam o Prêmio Nobel de Química por AlphaFold, uma rede neural que prevê estruturas proteicas. O modelo dependeu de um conjunto de dados com cerca de 170 mil estruturas validadas, resultado de 53 anos de trabalho experimental.
Contudo, especialistas defendem que agentes de IA podem modelar o processo de pesquisa real, que é contingente e iterativo. Enquanto ferramentas como AlphaFold aplicam abordagens poderosas a questões limitadas, os agentes são generalistas e modelam o processo de descoberta humana.
Em outras áreas, a tecnologia apresenta riscos. Um relatório aponta que hackers de um estado ligado desenvolveram ferramentas de IA para ataques cibernéticos, que podem automatizar invasões e analisar dados roubados.


