A escritora Tamara Klink se retratou neste domingo, 9, após sugerir que leitores parassem de comprar exemplares de seu livro, um best-seller nacional. A autora reconheceu que sua recomendação foi equivocada, alegando não ter ponderado o impacto negativo no mercado editorial brasileiro.
Inicialmente, a autora defendeu que o consumo de livros físicos aumenta o uso de papel e energia, o que pode elevar as emissões de gases poluentes. Por isso, ela sugeriu que os leitores utilizassem bibliotecas ou empréstimos como alternativa à compra de novos exemplares de “Bom Dia, Inverno”.
A controvérsia gerou críticas de escritores e jornalistas, que apontaram a fala como hostil ao setor literário e lembraram a dificuldade de sustentar a carreira de escritor no país. Diante da repercussão, Klink afirmou ter compreendido novas formas de defender a leitura sem prejudicar a cadeia produtiva.
Em sua retratação, a autora citou editoras, livrarias, sebos e bibliotecas como partes essenciais do ecossistema literário. Apesar do recuo, ela manteve a preocupação ambiental, aconselhando que quem guarda o livro na estante por tempo indeterminado deve mudar esse plano, pois a produção exige gasto de papel e energia.

