O CTO da Meta, Andrew Bosworth, repreendeu um funcionário que questionou se os ganhos de produtividade gerados pela inteligência artificial poderiam reativar um programa de folgas cancelado. A atitude reflete um clima de tensão na empresa, que já passou por demissões em massa.
A reação de Bosworth ocorreu durante uma sessão de perguntas e respostas com a equipe em julho. Ele demonstrou desaprovação ao ouvir a sugestão de usar o tempo extra para benefícios aos colaboradores, afirmando que o foco deveria ser em “fazer mais e coisas mais legais para os usuários”.
O executivo reforçou a importância da utilização do tempo adicional para o desenvolvimento dos produtos da empresa, dizendo: “Eu ganho uma hora extra. Sabe o que eu faço com ela? Eu coloco em isso”. Ele também criticou pessoalmente o funcionário por discutir equilíbrio entre vida pessoal e profissional, sugerindo que este tipo de pedido não seria uma estratégia de carreira.
A postura de Bosworth ocorre em um momento de instabilidade na empresa, que demitiu cerca de 8.000 funcionários no início do ano. Além disso, a empresa enfrentou processos judiciais relacionados ao uso de ferramentas de IA para monitorar funcionários em licenças.


