A Tesla registrou entregas recordes de 480.126 veículos e receita de 28,236 bilhões de dólares no último trimestre. Contudo, o lucro por ação (EPS) ficou abaixo do consenso, o que levou a ação a uma queda de 26,94% no ano.
O resultado do segundo trimestre mostrou uma forte pressão sobre a lucratividade. O lucro por ação não ajustado foi de 0,33 dólares, contra 0,5367 dólares esperado, representando uma falha de 38,51%. Além disso, o fluxo de caixa livre registrou um valor negativo de 1,092 bilhão de dólares, e a margem operacional se comprimiu para 1,4%, devido ao aumento de 47% nos gastos operacionais com infraestrutura de inteligência artificial e pesquisa e desenvolvimento.
Apesar dos desafios financeiros recentes, a empresa avançou em projetos estratégicos. A Tesla iniciou a construção do campus de semicondutores Terafab, no Texas, com investimento de 16,8 bilhões de dólares, visando chips próprios para o Optimus e o FSD. Paralelamente, a produção do Megapack 3 começou na nova fábrica de Brookshire, Texas, com aumento de 41% nas implementações de armazenamento no ano.
Analistas de Wall Street apontam um potencial de alta de 21%, mas o caminho para atingir 500 dólares por ação exige que a empresa consiga escalar produtos como Robotaxi e Optimus, além de manter as margens do armazenamento em destaque. O principal risco apontado é o gasto de capital (capex) superior a 25 bilhões de dólares sem um aumento correspondente na receita.


