As atividades na Escola Municipal Pedro Bruno, localizada em um prédio histórico do século XIX na Ilha de Paquetá, foram suspensas devido ao risco à segurança e à falta de manutenção. A medida emergencial transferiu os estudantes para outra unidade municipal, expondo o debate sobre a preservação do patrimônio público no Rio de Janeiro.
O imóvel, que fazia parte da antiga Fazenda São Roque, abrigava a instituição em homenagem ao pintor Pedro Bruno. A paralisação das aulas no edifício centenário ocorreu por conta da deterioração e da ausência de manutenção contínua. Como solução imediata, os alunos foram realocados para a Escola Municipal Joaquim Manuel de Macedo, situada no terreno vizinho.
A situação gera críticas por ocorrer em uma área duplamente protegida. Paquetá é reconhecida como Área de Proteção do Ambiente Cultural (APAC), e o Rio de Janeiro possui chancela da UNESCO como Paisagem Cultural Urbana desde 2012. O caso contrasta o rigor aplicado à preservação de bens públicos com o zelo dispensado a imóveis sob responsabilidade municipal.
Defensores do patrimônio apontam que o descaso com a Escola Pedro Bruno não é um evento isolado. A ilha possui diversos espaços históricos que necessitam de políticas permanentes de conservação, como o Solar Del Rey Parque Natural Municipal Darke de Mattos.


