O Estreito de Ormuz, um ponto crítico para o suprimento global de energia, pode se tornar irrelevante em dois anos, segundo o Secretário do Tesouro, Scott Bessent. A declaração aponta para a expansão de gasodutos que desviam o petróleo do Golfo Pérsico, uma rota que a Chevron está estudando.
O Estreito de Ormuz é uma grande vulnerabilidade energética mundial, pois cerca de 20 milhões de barris de líquidos de petróleo passaram pela passagem em 2024, segundo a U.S. Energy Information Administration. Essa passagem representa aproximadamente 20% do consumo global de petróleo. Bessent afirmou que Washington busca alterar essa dinâmica, prevendo que o estreito possa se tornar “irrelevante” com o aumento do transporte por dutos.
A Chevron participa de estudos para um projeto que ligaria a rede de petróleo do Iraque à costa do Mediterrâneo na Síria. Essa rota ilustra a ideia de mover o petróleo por terra para terminais fora do Golfo Pérsico. Além do Iraque, a EIA estima que Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos possuem cerca de 4,7 milhões de barris por dia de capacidade ociosa em gasodutos que podem contornar Ormuz, indicando que a mudança requer uma rede de infraestrutura.
Para a Chevron, o investimento estratégico visa reduzir a necessidade de proteção militar contínua no estreito. Um duto é uma infraestrutura permanente, diferente dos interceptores militares, que são gastos pontuais. A empresa registrou 33,9 bilhões de dólares em fluxo de caixa operacional e 20,2 bilhões de dólares em fluxo de caixa livre ajustado em 2025, enquanto devolveu 27,1 bilhões de dólares aos acionistas.


