Motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda eleitoral ou utilizá-los em atividades de campanha nas eleições 2026 devem informar previamente a seguradora. O alerta da FenSeg indica que tal prática pode ser interpretada como aumento de risco, o que pode levar à recusa de indenização em caso de sinistro.
A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) emitiu um alerta sobre os riscos associados ao uso de veículos em campanhas eleitorais. Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, a adesivação com material eleitoral e o uso do automóvel em atividades de campanha podem ser considerados aumento de risco pelas seguradoras. Isso ocorre devido à maior exposição a acidentes, vandalismo e circulação em eventos públicos.
A FenSeg explica que a alteração no perfil de uso do veículo sem a devida atualização da apólice pode resultar na recusa de indenização por roubo, furto ou colisão. As seguradoras argumentam que o transporte de material de campanha ou o deslocamento de equipes muda as condições avaliadas no momento da contratação.
A entidade também esclarece que danos causados a adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não são cobertos pelos seguros convencionais. Além disso, prejuízos decorrentes de tumultos, motins e atos de vandalismo costumam constar nas exclusões contratuais.
Para evitar a perda da cobertura, a FenSeg recomenda que o motorista informe a seguradora antes de adesivar o veículo e consulte o corretor antes de prestar serviços a candidatos ou partidos, solicitando um endosso formal quando necessário.


