Os clubes da Premier League mudarão o perfil de seus patrocinadores a partir da temporada 2026/2027. Um acordo coletivo de 2023 proíbe a exibição de marcas de jogos de azar na parte frontal das camisas. O espaço será ocupado por empresas de tecnologia financeira, fundos soberanos e conglomerados de software, segundo relatório da Nielsen.
A análise da Nielsen indica que a saída das casas de apostas diversifica o ecossistema comercial dos clubes. Exemplos incluem o acordo do Crystal Palace com a empresa de tecnologia empresarial Temporal, a parceria do Aston Villa com a Visit Rwanda e o contrato do Everton com a CMC Markets, do setor de serviços financeiros.
Andy Milnes, líder de mercado da Nielsen para esportes na Grã-Bretanha e Irlanda, comentou que o patrocínio é usado por organizações inovadoras, especialmente nos setores de fintech e inteligência artificial, para construir credibilidade global. Ele afirmou que, apesar da lacuna financeira de curto prazo, a mudança abre portas para novos parceiros.
A proibição atual não se aplica às mangas ou aos uniformes de treino. Contudo, o governo britânico avalia novas medidas para impedir que empresas de apostas não licenciadas patrocinem equipes em qualquer formato. Milnes previu uma segunda “Corrida do Ouro Tecnológica” até 2028, dominada por empresas de infraestrutura de software.


