O fundador da Meta, Mark Zuckerberg, divulgou um manifesto otimista sobre o futuro impulsionado por superinteligência artificial. Contudo, declarações do CTO da empresa, Andrew Bosworth, durante reuniões internas, sugerem que a IA visa intensificar o trabalho em vez de conceder mais tempo livre aos colaboradores.
O documento de Zuckerberg, intitulado “The Future is for Everyone”, descreve um cenário onde cada indivíduo terá um agente pessoal capaz de gerenciar aspectos da vida, como saúde, carreira e finanças. Segundo o fundador, essa tecnologia liberaria tempo para que as pessoas realizassem mais atividades de seu interesse.
Em contraste, o CTO da Meta, Andrew Bosworth, demonstrou uma visão diferente ao responder a um funcionário. Questionado sobre se os ganhos de produtividade da IA levariam a mais folgas, Bosworth afirmou que o tempo adicional deve ser dedicado a criar mais conteúdo para os usuários dos produtos da empresa.
Bosworth declarou que o tempo extra seria investido no desenvolvimento de produtos, e criticou o funcionário, sugerindo que ele consultasse seus pais sobre a estratégia de carreira. A análise aponta que, na prática, a IA tem sido usada para pressionar os trabalhadores, intensificando as demandas, o que contraria a narrativa de empoderamento pessoal defendida pela liderança.


