A Polícia Federal investiga o ex-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) por adquirir patrimônio em dinheiro vivo. As operações, que ocorreram após o instituto investir no Banco Master, são consideradas incompatíveis com os rendimentos do ex-dirigente.
A investigação apura que o ex-dirigente efetuou parte do pagamento de um veículo e comprou um imóvel utilizando dinheiro vivo. Segundo a PF, esses registros indicam uma possível tentativa de ocultação patrimonial. A operação, denominada Compliance 82, foca na atuação de dirigentes do Iprev na aplicação de recursos da previdência municipal em títulos do Banco Master.
Entre 2023 e 2024, o Iprev destinou cerca de R$ 117 milhões a papéis da instituição financeira. Desse valor, R$ 97 milhões foram autorizados pelo ex-presidente, que ocupava a presidência da autarquia no período. A PF analisa a escolha do banco, as cotações e os procedimentos de governança.
A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão. A decisão judicial também determinou a indisponibilidade de bens, imóveis e veículos vinculados ao ex-dirigente. A PF investiga gestão fraudulenta, sem prejuízo de outros crimes relacionados ao caso.

