Uefa, Confederação Asiática de Futebol (AFC) e Concacaf divulgaram uma carta conjunta nesta segunda-feira (10) exigindo uma investigação independente sobre a condução da Fifa. As entidades criticam a gestão da entidade, especificamente a forma como foi tratada a proposta de venda de direitos comerciais da Copa do Mundo, que visava arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões.
As três confederações afirmam que o episódio ultrapassou uma questão de comunicação, apontando falha de julgamento e a ausência de consulta ampla às federações-membro. Segundo as entidades, a proposta foi apresentada em prazo curto, sem que os membros tivessem condições de avaliar os termos da operação adequadamente. Elas discordam da versão da Fifa, que classificou o ocorrido como um mero deslize processual.
Para Uefa, AFC e Concacaf, o caso envolve questões de integridade e governança no futebol mundial. Por isso, defendem que a apuração seja feita por uma organização externa, sem participação da administração da Fifa ou de seus funcionários. As confederações também questionaram uma reunião de liderança realizada em Marrocos, na qual apenas um dirigente eleito compareceu, sem membros do Conselho da Fifa ou federações-membro.
A Fifa, por sua vez, afirmou no sábado (8) que existe um “esforço coordenado e contínuo” para enfraquecer a posição de Gianni Infantino. A entidade defendeu que qualquer contestação à liderança deve seguir os estatutos democráticos previstos. No entanto, as confederações destacaram que não questionam decisões tomadas coletivamente, como a expansão das competições ou a escolha das sedes dos Mundiais de 2030 e 2034.


