Em Paris 2024, 89% dos atletas da delegação brasileira eram oriundos de clubes, totalizando 246 dos 277 competidores. O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) afirma que o modelo clubístico é a principal estrutura de formação do país, evidenciando uma evolução na base esportiva nacional.
Segundo Emerson Appel, gerente de esportes e relações institucionais do CBC, os clubes constituem a estrutura central para transformar jovens talentos em atletas de alto rendimento. Ele explicou que o modelo brasileiro se distingue de nações como Estados Unidos, Alemanha e Austrália, onde a formação esportiva depende mais de universidades ou investimentos governamentais diretos.
A atuação do CBC, estruturada desde 2011, executa o Programa de Formação de Atletas desde 2014, utilizando recursos de loterias para apoiar as entidades. Atualmente, o CBC abrange 2.165 clubes em todas as 27 unidades federativas, apoiando desde associações monoesportivas até grandes clubes multiesportivos.
Apesar do avanço, o sistema enfrenta o desafio de manter os atletas ativos após a formação. O comitê mantém parcerias com 36 confederações e ligas nacionais para superar essa dificuldade. A presença de atletas oriundos de clubes aumentou cinco pontos percentuais entre Rio 2016 e Paris 2024, período em que o Brasil saltou de 19 para 20 medalhas.


