Fundos de investimento, como o Cornerstone Strategic Investment Fund (CLM), exibem um rendimento de cerca de 19%, mas essa taxa mascara uma redução de 67% nos pagamentos por ação desde 2015. A diminuição no rendimento sinaliza um encolhimento da base de ativos dos fundos encerados.
O pagamento mensal do CLM caiu de US$ 0,368 em 2015 para US$ 0,1215 em 2026, representando uma queda de 67% no rendimento por ação em uma década. O Cornerstone Total Return Fund (CRF) seguiu trajetória similar, reduzindo seu pagamento de US$ 0,3319 para US$ 0,1176 no mesmo período. Quando um fundo encerado distribui mais do que gera em renda e ganhos, o déficit é devolvido aos acionistas como retorno de capital, o que é rotulado como ‘rendimento’.
Além dos cortes de distribuição, esses fundos apresentam custos estruturais. O CLM e o CRF convidam acionistas existentes a comprar novas cotas periodicamente, e quem não participa sofre diluição. Adicionalmente, ambos costumam negociar com prêmio acima do valor patrimonial dos ativos. Já o PIMCO Dynamic Income Fund (PDI), um fundo encerado alavancado, tem custos ligados ao endividamento, e seu preço teve retorno negativo de 3,53% no último ano.
A imprensa aponta que investidores podem obter exposição a ações de grande capitalização por meio de veículos como o Vanguard Total Stock Market ETF (VTI), que oferece custos menores e sem a contabilidade de retorno de capital. Embora o VTI pague dividendos modestos, seus ganhos de preço acompanham melhor os índices amplos de ações americanas, sem a fricção fiscal dos pagamentos baseados em retorno de capital.

