O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou o processo que investigava os gastos da viagem da primeira-dama à Rússia, ocorrida em maio do ano passado. A Corte entendeu que a viagem seguiu as regras e não houve irregularidades, atendendo integralmente à solicitação do Congresso.
A investigação foi solicitada pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, com base em requerimento de um deputado. A oposição questionava a legalidade, a legitimidade e a economicidade da viagem, além de pedir esclarecimentos sobre o custeio e a transparência da agenda.
A decisão, formalizada em 22 de julho, foi tomada pelo ministro Walton Alencar Rodrigues, relator do caso, que acolheu parecer técnico. O TCU afirmou que a viagem ocorreu dentro das normas, pois um decreto presidencial deu suporte administrativo e instrumentos específicos autorizaram as missões internacionais.
A Corte também considerou que a agenda da primeira-dama estava alinhada com iniciativas como a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, classificando a atividade como de interesse público. Além disso, o TCU levou em conta que o Ministério Público Federal e a Justiça já haviam analisado o caso em ações populares sem encontrar ilegalidades ou prejuízos ao erário.

