O preço do conjunto de alimentos básicos caiu em 26 das 27 capitais brasileiras em julho, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Contudo, o custo da cesta permanece acima do registrado no início de 2026 em todas as cidades pesquisadas.
As maiores reduções entre junho e julho ocorreram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%) e Rio de Janeiro (-7,12%). Em contrapartida, São Luís foi a única capital que registrou aumento, de 0,30%. No acumulado de janeiro a julho, todas as 27 capitais apresentaram alta no custo da cesta, com variações que chegaram a 15,68% em Porto Velho.
Tomate e batata foram os principais fatores da queda de preços em julho. A batata registrou reduções entre 31,12% em Brasília e 15,55% em Cuiabá. A Conab e o Dieese explicam o movimento pelo aumento da oferta, resultado da intensificação da safra de inverno. Já o leite integral subiu em 21 capitais, pois temperaturas mais baixas no campo dificultaram a produção.
São Paulo mantém a cesta básica mais cara do país, com custo de R$ 915,01, enquanto Aracaju registra os menores valores, em R$ 594,07. Com base no valor mais alto, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.687,01 em julho.


