Gestores responsáveis pela previdência de Maceió podem ser responsabilizados caso a Polícia Federal identifique irregularidades na aplicação de recursos no Banco Master. A investigação foca em como as decisões de investimento foram tomadas e se houve critérios técnicos adequados para o uso do dinheiro público.
O advogado Washington Fonseca, sócio do escritório FMIS Law, afirmou que a Polícia Federal deve apurar os critérios técnicos utilizados nas aplicações. Ele destacou que recursos previdenciários não possuem caráter especulativo, pois são destinados ao custeio de benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo Fonseca, a fiscalização dos recursos públicos de Maceió cabe ao Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. A apuração buscará entender se a exposição ao Banco Master decorreu de uma decisão mal fundamentada ou de conduta ilícita. O especialista questionou se os gestores observaram indicadores de risco, como ratings e alavancagem de dívidas da instituição financeira.
O gestor da previdência pode ser responsabilizado, pois o dinheiro é público. Fonseca declarou que a prioridade de um regime previdenciário deve ser a preservação dos recursos e a capacidade de pagamento dos benefícios, e não a maximização do retorno financeiro.


