A defesa do empresário Marcelo Conde solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a retirada de Alexandre de Moraes da relatoria de um inquérito. A investigação apura a suposta compra de dados fiscais da advogada Viviane Barci, esposa do ministro.
Os advogados de Conde argumentaram que o ministro deveria se declarar impedido, citando o artigo 252, inciso IV, do Código de Processo Penal, devido ao vínculo familiar com a pessoa que teria sido vítima do acesso indevido aos dados. O pedido, inicialmente feito a Moraes em julho, foi encaminhado a Fachin após o ministro não responder.
A Polícia Federal (PF) apura que Conde teria pago R$ 4,5 mil para obter declarações de Imposto de Renda de Viviane Barci, acusação que o empresário nega e que atualmente reside na Espanha. A PF informou que o contador Washington Travassos de Azevedo teria obtido os documentos de forma indevida, e este está preso desde 14 de março.
Em 1º de abril, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão contra Conde, mas não o localizou no Rio de Janeiro, pois ele morava em Madri. Moraes determinou a prisão preventiva do empresário, mesmo com parecer contrário da Procuradoria-Geral da República.


