A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B aprovaram novas regras de arbitragem que entram em vigor imediatamente. A decisão, tomada em reunião no Rio de Janeiro, afetará as séries A, B, C e D masculinas, a primeira divisão feminina e a Copa do Brasil.
As alterações seguem diretrizes da Internacional Board, órgão regulador do futebol, e buscam reduzir o tempo de paralisação dos jogos. A meta da Federação Internacional de Futebol (Fifa) é atingir um mínimo de 60 minutos de bola rolando por partida. Segundo a CBF, o estudo da empresa de dados Opta indica que as novas normas podem adicionar 6 minutos e 22 segundos ao tempo de jogo.
Entre as dez mudanças aprovadas, há limites de tempo para ações específicas: o goleiro tem 8 segundos com a bola nas mãos, o arremesso lateral tem 5 segundos e o tiro de meta também tem 5 segundos. Além disso, o jogador atendido no gramado deve permanecer fora por, no mínimo, 1 minuto.
O diretor de Arbitragem da CBF, Netto Góes, afirmou que o objetivo é ter um jogo mais fluido. Ele declarou: “Nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol”.
Outras regras incluem a checagem de expulsões pelo VAR, que passa a ser revisável, e o protocolo contra o ato de tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário, passível de expulsão.


